Academia Mato-Grossense de Ciências Contábeis

Acy Castrillon Ferreira*

            Colocando um pouco de ordem em minha biblioteca encontrei um jornal do Conselho Regional do Rio de Janeiro com um artigo datado de outubro de 1992.

            O Editorial traz em título “Contabilista não vota em Contabilista“ com uma análise da eleição daquele ano no Rio de Janeiro. O CRC local abriu o jornal aos candidatos e se empenhou em eleger seus candidatos colegas contabilistas.

            E se explicava da seguinte forma:  “ipsis litteris”

            “Nunca fomos, não somos e não pretendemos disputar eleições político partidárias, mas reconhecemos ser imprescindível que a Classe possua representantes seus nas diversas casas legislativas em todos os níveis quer municipal, estadual ou federal. Foi assim, dentro desta linha, que no editorial da edição de maio deste ano, ressaltamos que “seria da maior importância que outorgássemos a contabilistas procuração passada no “cartório das urnas” para que eles nos representassem nas câmaras Municipais” que reclamar da inércia, incompetência, desconhecimento prático e outros atributos negativos que atribuímos aos homens que nos dirigem sem nada fazermos para reverter este quadro numa deplorável atitude de comodismo,

            É lamentável por todos os aspectos; que “Participação é o novo lema dos contabilistas do Rio de Janeiro”! 

            O Jornal do CRC/RJ- A Tribuna do Contabilista foi aberto a todos os contabilistas candidatos. E a única condição indispensável era estar habilitado. Para alegria e surpresa nossa, 37 colegas profissionais da contabilidade se apresentaram e todos, independentemente de ideologia partidária tiveram seus nomes e fotos divulgados pelo nosso Jornal, mas o resultado das eleições nos deixou extremamente entristecidos, os contabilistas não votam em contabilistas. Dos 37 candidatos nenhum deles foi eleito. Somos mais de 50.000 contabilistas em nosso Estado, só na cidade do Rio de Janeiro cerca de 30.000. A classe tinha e tem condições de eleger representantes em todos os municípios e em todas as casas legislativas. Não o fez porque não quis. Com este procedimento coletivo, fica a dúvida: será que estamos satisfeitos com a situação atual? Será que estamos felizes em receber diuturnamente em nossas mesas de trabalho determinações absurdas e que, muitas das vezes ferem a própria técnica contábil, por isso impraticáveis? Cremos que não. Mas indagamos será que é isso mesmo que queremos?

Entendemos que devemos refletir a esse respeito, pois outras eleições virão e deveremos tirar proveito da lição advinda a nossa própria omissão. Afinal, se queremos uma Classe forte, atuante e que influencie nos destinos desse País, Contabilista TEM que votar em Contabilista.

            Tivemos alguns dias atrás proposta da Diretora da AMACIC, Acadêmica Silvia Mara Leite Cavalcante, sobre a divulgação de Candidatos às Eleições Municipais de 2020, com vistas ao fortalecimento da Classe Contábil no âmbito estadual. Da proposição houve grande apoio dos demais membros da Diretoria.

            Na análise dos objetivos constantes do Estatuto Social da Academia entendo cabível essa apresentação exclusiva dos Profissionais da Contabilidade por passar a valorizar o conhecimento científico e estimular o aperfeiçoamento técnico-cultural dos Contadores e Técnicos em Contabilidade nas Ciências Contábeis.

            Ademais, os nossos sociólogos sempre nos ativaram para a concepção de que o homem é um ser social que nasceu para a ação política, assim como a política nasceu para ser exercida pelo homem. Exige solidariedade, coragem para falar e fazer e deixar de fazer. Dessas ações o homem estabelece o direito e os exerce incluindo o cumprimento dos deveres inerentes ao fato de estabelecer políticas públicas esta atividade exige: liberdade, responsabilidade, conhecimentos, honestidade, atitudes críticas diante dos fatos que se advém. A arte de fazer política tem ética própria.

            Será que não precisaríamos pensar nessas nossas observações sobre política? Não será hora de modernizar nossos pensamentos?

            Será que o resultado entre nossos colegas contabilistas seria tão frustrante e desolador?

            Será que o CRC deveria investir em Cursos e treinamentos no gênero?

            PESQUISAR E VERIFICAR SE A SITUAÇÂO SERIA A MESMA ATUALMENTE?

            Qual seria outro será? ,,,,,,,,,????????     ?????????

            Estamos vivendo um momento de transformação, renovação e mudanças, a Contabilidade mudou, as plataformas digitais invadiram as atividades funcionais do Contador, mas devemos sim investir na construção de Políticas Públicas Sociais e ativas para o novo perfil da Contabilidade. Abrir para discussões a representatividade feminina e ou masculina não importa, devemos participar e fazer parte da construção de políticas públicas da classe e acima de tudo sermos bem representados.